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Formas de Pagamento no Comércio Internacional

14/11/2018 | 12:00 Formas de Pagamento do Comércio Internacional

As formas de pagamento têm por intenção, atender as necessidades do exportador e importador, minimizando os riscos em transações comerciais.

Dentre elas existem diversas modalidades no comércio internacional, apresentando riscos, vantagens e desvantagens. Dessa forma a modalidade escolhida pode sofre maior ou menor influência do câmbio, trazendo garantias distintas nas negociações.

O câmbio é a operação onde é feita a troca da moeda nacional pela moeda estrangeira, qualquer transação de pagamento ou recebimento de moedas estrangeiras necessita de intervenção de um banco ou instituição autorizada pela autoridade monetária brasileira, o Banco Central do Brasil.

Quando o contrato é feito pelo importador, os pagamentos são antecipados ou à vista, caso seja pelo Banco negociador o pagamento pode ser a prazo de até 360 dias ou superior, intitulado de (ROF).

Sendo assim as principais modalidades de câmbio são:


1. Pagamento Antecipado

Nessa modalidade quando é finalizada a negociação, o exportador emite uma fatura contendo os detalhes do pagamento a serem feitos, o importador vai até o banco e envia o dinheiro para o exportador através de uma remessa internacional, após receber o capital o exportador prepara a carga e inicia os trâmites de exportação.

Dessa forma do ponto de vista do exportador, essa modalidade apresenta vantagens já que o importador assume todos os riscos, não havendo garantias de que a mercadoria será enviada, ou seja, é importante que exista uma confiança entre as partes.

Para o importador essa modalidade é importante quando há uma variação do valor do câmbio.

2. Remessa Direta ou Remessa Sem Saque

O Saque é um título de crédito, esse documento serve como comprovação da responsabilidade de pagamento do importador, porém na remessa sem saque esse documento não é utilizado. Sendo assim o exportador efetua o embarque da mercadoria e posteriormente envia a documentação, incluindo a fatura diretamente ao importador.

Como não existe nenhum banco intermediário e nem o saque, quem assume os riscos é o exportador, por conta dos riscos essa modalidade costuma acontecer com empresas que são grandes parceiras ou entre matrizes e filiais.


3. Cobrança Documentária

Essa opção baseia-se no processo de pagamento intermediado por um banco. O exportador embarca a carga e remete os documentos para um banco, no qual vai providenciar o envio para o banco indicado pelo importador.

Nesse caso o importador, precisa comparecer ao banco e efetuar o pagamento a vista sendo titulado de “Cobrança a Vista” ou a prazo, onde o importador deve assinar o saque que serve como um reconhecimento da dívida, esse procedimento é chamado de “Cobrança a Prazo”.

O risco é assumido pelo exportador, uma vez que o importador pode desistir da mercadoria ou retirar a mercadoria e não efetuar o pagamento no caso de cobrança a prazo.


4. Carta de Crédito

É um documento que a instituição bancária permite que o vendedor disponha de uma quantidade de dinheiro, caso seja cumprida as condições negociadas.

O importador faz um pedido de crédito, o banco analisa, e se aprovado, emite uma garantia que efetuará o pagamento ao exportador. A carta de crédito é uma ordem de pagamento condicionada, ou seja, o exportador só receberá o pagamento se preencher todas as exigências convencionadas.

Dessa forma as garantias, tanto paro o exportador como para o importador são maiores, fazendo com que a modalidade seja à mais difundida no comércio internacional.


Cada procedimento tem taxas e comissões referente ao serviço, os bancos são responsáveis apenas por conferir os documentos, questões como qualidade do produto o banco se abstém, sendo assim ressaltamos a importância de conhecer os fornecedores que irá prestar o serviço, para garantir mais segurança na hora de importar, facilitando o trâmite.

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